No Uzbequistão, autoridades confiscam Bíblias e livros cristãos.


O juíz que preside o caso, Oltynbek Mansurov, do tribunal penal de Navoi, afirmou que os livros eram afiliados a testemunhas de Jeová, grupo religioso que só tem permissão oficial para existir na região de Tashkent. A Forum 18 alegou que o material, na verdade, é de conteúdo protestante, como a publicação “Evidência que exige um veredito”, de Josh McDowell. O cristão Nizamutdinov disse que vai contestar a decisão judicial.

A perseguição em outras localidades do país

No início de agosto, na região de Fergana, protestantes declararam que a polícia revistou a casa de um cristão local e confiscou “uma Bíblia em uzbeque - língua local -, outra Bíblia em russo e um livro de John Bunyan”, pregador inglês do século 17, mais conhecido por sua obra best-seller “O Peregrino”. Segundo os moradores, os oficiais alegaram que é proibido manter “tais livros em casa”.

Embora a liberdade religiosa conste na Constituição do Uzbequistão, grupos religiosos são obrigados a se registrar junto ao governo para que autoridades controlem rigidamente o número de organizações que cada um registra, no nítido intuito de conter o crescimento de congregações cristãs pelo país.

Oficialmente, existem 159 organizações cristãs registradas, mas seus líderes regularmente se queixam de que seus lugares de culto são invadidos e materiais religiosos são confiscados. O site de notícias cristão Persecution informou, em abril de 2011, que uma igreja batista em Tashkent foi invadida duas vezes no período de quatro dias. Policiais e oficiais do serviço secreto confiscaram milhares de livros, equipamentos de impressão e dinheiro de membros da igreja.

O Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa de 2011, produzido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, aponta para o Uzbequistão como um dos países "de particular preocupação" para restrições à liberdade religiosa: "O governo do Uzbequistão exige que grupos religiosos se registrem e proíbe algumas atividades, como proselitismo, bem como a publicação, importação e distribuição de materiais religiosos sem licença. A maioria dos grupos religiosos minoritários teve dificuldade em cumprir as rigorosas exigências do governo. Em alguns casos, os membros foram forçados a arcar com pesadas multas e até mesmo termos de prisão por violações de leis do Estado sobre religião.

O governo restringiu as atividades religiosas que poderiam conflitar com a segurança nacional e, geralmente, tem tratado com rigor os muçulmanos que praticam e discutem o Islã fora das mesquitas sancionadas pelo governo. A lei uzbeque proíbe que grupos religiosos formem partidos políticos e movimentos sociais, bem como o ensino privado de princípios religiosos”.

Acesse nosso catálogo de produtos e saiba como doar através de nossas campanhas.

Fonte: Missão Portas Abertas

Postar um comentário

Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
Tecnologia do Blogger.