Neuralgia do trigêmeo, ou nevralgia do trigêmeo, provoca uma dor absolutamente inesquecível. É uma dor muito, muito forte que pega  um lado da face, dura segundos e desaparece. O problema é que ela geralmente volta com grande intensidade, em intervalos de tempo variáveis. A neuralgia do trigêmeo se distribui segundo três territórios especiais: a região frontal que toma a órbita ocular e parte do nariz (em vermelho na Imagem 1), a região malar que se estende até a asa do nariz e parte do lábio superior (representada em verde) e a região temporal que passa pelo lado do ouvido e acompanha a mandíbula ou maxilar inferior (em preto na imagem). A imagem 2 deixa ver os territórios de distribuição dessa dor vistos de perfil. O nervo do trigêmeo, um par de nervos cranianos, recebe esse nome porque tem três ramos (imagem 3): o ramo oftálmico, o ramo maxilar (acompanha o maxilar superior) e o ramo mandibular (acompanha a mandíbula ou maxilar inferior). Como vários outros nervos da face, é um nervo sensitivo que controla as sensações que se espalham pelo rosto. Por isso, a dor se distribui de acordo com o ramo acometido.
          Dr. Drauzio Varella


A coroação com espinhos

Para entender os efeitos físicos da coroação com espinhos, deve se ter o conhecimento básico da inervação da região da cabeça e estar familiarizado com a condição neurológica chamada neuralgia do trigêmeo.

A inervação que permite a percepção de dor na cabeça é feita por ramos de dois nervos principais: o nervo trigêmeo, que supre essencialmente  a parte frontal da cabeça, e o grande ramo occipital, que abastece a parte de trás.

Se uma dessas zonas é tocada ou atingida, um surto repentino de dor acontece e pode até imobilizar o indivíduo. As dores são descritas como "facadas", "choques elétricos" ou "golpes com atiçador de carvão". Durante as dores podem ocorrer espasmos de absoluta agonia.

A pior dor

neuralgia do trigêmeo é considerada a pior dor que um ser humano pode sofrer. É tão devastadora que se torna insuportável sob qualquer de suas diversas formas.

As Escrituras relatam que os soldados passaram por Jesus, tiraram o graveto de suas mãos e deram golpes com ele na coroa de espinhos (Mateus 27.30). É importante notar que a coroa foi feita com o entrelaçamento dos espinhos na forma de um boné. Isso permitiu o contato de uma quantidade enorme de espinhos como o topo da cabeça, a fronte, a parte traseira e as laterais.

O sangramento decorria da penetração dos espinhos nos vasos sanguíneos. A dor podia cessar abruptamente, mas era reiniciada com o menor movimento nas mandibulas ou golpe de ar. O choque tráumatico do açoitamento brutal acelerou a dores paroxístimicas no rosto.

Muito mais 

É de lamentar que, a propósito da coroação de espinhos, a tradição só mencione a humilhação grosseira a que Cristo foi submetido, e não o sofrimento físico que indubitavelmente  Ele suportou. Durante a tortura, Ele, sentiu como que "facadas", "choques elétricos" e "golpes com atiçador de carvão", transpassassem sua cabeça e refletia por todo o Seu corpo. Ele estava suportando a pior dor que um ser humano pode sentir.

Os soldados haviam utilizado para confeccionar a coroa de espinhos, um arbusto típico da Síria, abundante naquela região de Jerusalém, a "espinho-de-Cristo", com suas fileiras de espinhos afiador e penetrante.

Durante a tortura da coroação de espinhos, Suas feições distorceram-se e Seu corpo ficou tão tenso que não conseguia mais mover-se, pois cada movimento provocava novos ataques agonizantes de dores terríveis. Ele Jesus recebeu a nossa coroa de espinhos, para recebermos a Sua de gloria eterna.

"Ofereci as minhas costas ao que me feriam e as minhas faces aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam" (Isaías 50.6).

Pastor Antonio Romero Filho

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Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
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