Em um artigo intitulado “Show não é culto”, Martim Alves da Silva — pastor na cidade de Natal e atual presidente da Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte — afirmou: “No culto, a pessoa mais importante é Deus; no show, é o artista. No culto a Deus ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento. No culto, Deus está presente; no show, Deus se faz ausente, pois sua glória não dá a outrem. No culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações; no show, o apresentador é condescendente à desenfreada desordem. No culto, o povo glorifica a Deus; no show, só gritos e assobios para o artista. No culto, o povo reverencia a Deus em adoração; no show, só há bagunça incontrolável” (Mensageiro da Paz, CPAD, número 1.455, agosto de 2006). 

Também escrevi, por graça de Deus, em meu livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (CPAD, 2006): “shows se caracterizam por som alto e dançante, luzes coloridas, gelo seco, roupas extravagantes ou sensuais, paquera, linguagem chula, dança e muita diversão. Por incrível que pareça, há cultos ditos evangélicos em que toda essa parafernália está presente! Torna-se cada vez mais comum o emprego de elementos característicos dos shows em cultos 'evangélicos'. Ora, Deus quer de nós o 'culto do coração', e não o 'culto da carne em ação' (Is 29.13). O templo não é um lugar para desfiles de celebridades, danças, 'trenzinhos', luzes coloridas, som 'pesado', assobios, etc.”

Como deve ser o verdadeiro culto a Deus? Deve caracterizar-se pelos elementos apresentados em 1 Coríntios 14.26: “Que fareis, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”. Não está escrito: “cada um de vós tem salmo, tem salmo, tem salmo, tem salmo e tem salmo”! O texto bíblico mostra que o culto deve ter cânticos de louvor a Deus (salmo), exposição da Palavra de Deus (doutrina) e as ministrações do Espírito Santo (revelação, língua e interpretação).

Nos dias do rei Ezequias, houve um grande avivamento na área do louvor (2 Cr 29). Ele começou a reinar em Judá aos 25 anos de idade e fez o que era reto aos olhos do Senhor: abriu as portas da Casa de Deus, ajuntou os sacerdotes e levitas, ordenou que todos se santificassem, celebrou a páscoa, etc. (vv. 2-20). O louvor a Deus, naqueles dias, possuía as seguintes características: era apresentado em obediência ao Senhor, e não para atender à vontade do povo (v. 25); tudo era feito com ordem e decência (v. 26); os músicos e cantores obedeciam ao líder (v. 27); todos estavam preparados para louvar a Deus (v. 27); havia muita reverência, prostração e adoração profunda no momento do louvor a Deus (vv. 28-30).

Além disso, nos tempos de Ezequias — não o confunda com o desviado Zedequias (cf. Jr 21-39) — não havia espaço para as más inovações e as imitações do mundo. Todos louvavam a Deus com as palavras de Davi e de Asafe, recuperando o que haviam perdido ao se distanciarem do Senhor (v. 30). Ao contrário do que muitos pensam, renovação implica reconquistar o que foi perdido, e não buscar inovações contrárias ao que havíamos recebido (Lm 5.21; Pv 24.21; Jr 6.16). Havia também muita alegria (v. 30). E não era uma alegria carnal, com liberdade de movimentos corporais; todos estavam inclinados, prostrados diante de Deus. Tenhamos, portanto, temor e tremor na presença do Senhor (Sl 2.11) e não nos conformemos com o mundo (Rm 12.1,2).

Ciro Sanches Zibordi - CPAD News

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Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
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