Em texto, pastor mostra que na evangelização não há imposição de valores como na catequese. 

Ronaldo Lidório fala sobre a evangelização de indígenas: `Jamais será alienação ou imposição de credo´
Ronaldo Lidório, doutor em antropologia e missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão - AMEM, escreveu um texto a respeito da situação dos indígenas no Brasil e dos desafios na evangelização desses povos.
No início do texto, ele fala das transformações que os indígenas passam, principalmente em se tratando das dificuldades que eles vivem com a urbanização.
Lidório concorda que são necessárias mudanças públicas, mas que para isso é preciso primeiro que a visão sobre quem são os indígenas seja mudada, pois eles frequentemente são vistos como selvagens ou heróis, e só.
O pastor frisa que a evangelização desse povo também é necessária, mas lembra que isso nada tem a ver com alienação e ou com imposição do fim da cultura indígena.
"O evangelho, como encarnado e exposto por Jesus Cristo, jamais será motivo de alienação social ou imposição de credo, seja para indígenas ou não indígenas. Ao contrário, é a verdade que dá sentido à vida, liberta do pecado e reconstrói a esperança", reitera.
No texto, Ronaldo Lidório diz que o compromisso da sociedade evangélica é respeitar e promover o uso das línguas tradicionais indígenas e trabalhar para que tenham uma vida digna, seja em suas terras tradicionais ou nos centros urbanos.
Além disso, o pastor faz questão de diferenciar evangelização de catequese. Essa segunda, sinônimo de imposição de valores.
"Enquanto a evangelização se dá com os códigos do ouvinte (língua materna e cultura), a catequese ocorre com os códigos de quem transmite. A evangelização se concentra na mensagem do Evangelho a ser transmitida, enquanto a catequese se centraliza nos símbolos e estrutura da igreja que o faz. Se por um lado a evangelização tem como alvo o povo e o conhecimento de Cristo, a catequese visa a igreja-instituição e seu fortalecimento político religioso."
"A evangelização é pessoal e relacional, uma vez que utiliza de processos de conversação, exposição e discipulado, que visa o entendimento e aplicação da mensagem. A catequese é impositiva e distanciada, pois ocorre no ensino unilateral e em um ambiente de transmissão sem conversação, puramente litúrgico", acrescenta.
Fonte: Guia-me / com informações da Ultimato | 07/05/2015 - 15:00

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Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
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