A verdade é que embora parte da igreja tenha adotado uma declaração de fé de separação do Estado e o Estado adotado leis laicistas, esta separação na prática nunca se realizou plenamente, e seus laços se tornam muito mais visíveis em tempos de campanhas eleitorais, mesmo nos Estados Unidos. É a velha história de crer e pregar uma coisa e viver outra.
 
No Brasil a separação da Igreja do Estado foi promulgada em 1891, mas na verdade estes laços nunca foram rompidos plenamente e com o crescimento dos evangélicos, certa parte deste envolvimento entre a Igreja e o Estado também alcançou os arrais evangélicos. A igreja evangélica, de certa forma muito mais coesa localmente, passou a ser um curral eleitoral muito atrativo para os candidatos políticos.                                                                                                                                     
Passamos então a presenciar uma adulação entre pastores e candidatos políticos. Os púlpitos que deveriam ser usados para a pregação da Verdade passam a serem palanques eleitorais para candidatos mentirosos, e os palanques políticos que no geral são plataformas para proclamação da mentira passam a ser cada vez mais ocupados por pastores, homens que em algum ponto das suas vidas se comprometeram a serem proclamadores da Verdade.
 
O caso é grave, temos pastores que usam de sua influência espiritual sobre o rebanho para exigir dele que votem em determinados candidatos políticos, que por sua vez fazem uso da sua influência política sobre os pastores, com promessas diversas, para conseguirem apoio para a sua candidatura. Como se o mal não bastasse, igrejas começam a lançar seus próprios candidatos ou pastores que se tornam políticos e ai tanto a Igreja como o Estado vivem uma confusão sem fim. Assuntos como homossexualidade, eutanásia, aborto, ciências em geral, entre tantos outros misturam-se neste caldeirão laicista com ingredientes religiosos, que misturados e cozinhados são servidos ao povo dentro e fora da igreja, causando uma terrível má digestão para toda a sociedade.
 
É preciso que a Igreja e o Estado se separem, e cada um, de forma independente, mas também de forma cooperativa possam cumprir suas agendas individuais nas áreas religiosas, sociais, políticas e económicas visando um futuro melhor para o país E para concluir apresento abaixo algumas questões práticas:
 
1. O púlpito da igreja jamais deve ser cedido para candidatos políticos e nem utilizado por seus pastores como plataforma eleitoral.
 
2. A igreja deve exigir de seus pastores uma postura autónoma e desvinculada de qualquer candidato político, devido a sua posição de influência o pastor deve manter a devida distância dos palanques eleitorais e sua preferência política deve ser reservada para si mesmo.
 
3. A igreja nunca deve permitir que se faça campanha política em seu meio, mesmo que seu pastor seja candidato, e se o for, ao meu ver, deveria ser exonerado do seu ofício pastoral.
 
4. A igreja pode e deve promover diálogos de conscientização política, de forma independente e sem manipulação, ajudando assim que seus membros sejam capazes de escolher em boa consciência em quem votar.
 
5. Os órgãos de fiscalização pública devem vigiar e agir com firmeza contra candidatos, pastores e igrejas que fazem uso de recursos públicos para fins privados em troca de votos.
 
6. Se você é cristão, e sabe que o púlpito da sua igreja será cedido para algum candidato político, mostre sua insatisfação e vá participar do culto noutra igreja neste dia, onde a Palavra de Deus for pregada.
 
7. Se sua igreja se envolveu ou se envolve demais com política peça transferência para outra igreja para não ser convivente com esta prática.
 
E por fim, seja você mesmo responsável pelo seu voto, estude os candidatos, escolha aqueles que estão com suas fichas limpas e honestos, independente de serrem cristãos ou não. Se não encontrar ninguém, anule seu voto para não trair sua consciência.
 
Fonte: Blog Verdade Prática

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Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
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