A Arca da Aliança: (hebraico: “arown” - que significa “baú ou arca”) era feita de madeira de acácia, revestida de ouro puro por dentro e por fora. As medidas, 1,10 m de comprimento, por 0,70 cm de largura, e 0,70 cm de altura. Tinha uma coroa (moldura) de ouro ao seu redor. 

Também havia quatro argolas de ouro, em suas laterais, para segurar as duas varas de madeira de acácia revestidas de ouro, quando carregadas em trânsito nos ombros pelos Coatitas, e dali não poderiam ser retiradas.

As quatro argolas de ouro representam a criação do mundo e seu apelo universal. Também representam o equilíbrio dos quatro Evangelhos que revelam Jesus, como, Rei, Servo, Homem, Deus e que deve ser proclamado em quatro dimensões: Jerusalém (local), Judéia (estadual), Samaria (nacional), até os confins da terra (mundial), (At 1.8).

As duas varas de madeira de acácia revestidas de ouro representam à mistura das duas naturezas de Jesus Cristo, a humana e a divina. As varas não podiam ser retiradas, simbolizando, que ainda somos estrangeiros e peregrinos neste mundo e que esperamos a “cidade celestial”. Revelam também a mensagem missionária que deve ser “levada” a todas as nações, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo (Hb 11.10).

• A Morte de Jesus - Foi, portanto “vicária” porque ele se colocou em nosso lugar e nos representou e recebeu a pena que merecemos. A morte de Cristo atendeu a quatro necessidades que temos como pecadores:

1. Merecíamos morrer como castigo pelo pecado (1 Co 15.56).

2. Merecíamos receber a ira de Deus contra o pecado (Rm 5.9).

3. Estávamos separados de Deus pelos pecados (Ef 2.12).

4. Estávamos escravizados ao pecado e a satanás (Jo 8.34).

• Quatro necessidades atendidas pela morte de Jesus:

1. Expiação - significa cobrir as culpas (Is 53.6,7).

2. Redenção - significa comprar de volta (Mt 20.28).

3. Reconciliação - Significa harmonizar (Rm 5.8-11).

4. Propiciação - significa tornar favorável (Ef 2.3).

• A Ressurreição de Jesus - É o fundamento da fé e da pregação cristã, eis o significado doutrinário da ressurreição:

1. Assegura nossa regeneração (1 Pe 1.3).

2. Assegura nossa justificação (Rm 4.25).

3. Assegura que iremos receber corpos glorificados (1 Co6.14).

4. Assegura que estamos mortos para o pecado (Rm 6.11).

5. Assegura uma recompensa celestial (Cl 3.1-4).

• Quatro necessidades atendidas pela ressurreição de Cristo:

1. É o selo da Obra de Cristo aceita pelo Pai (Rm 1.4).

2. É a Prova de que Jesus é o Filho de Deus (Rm 1.3,4).

3. É a base de nossa fé em Jesus (1 Pe 1.21).

4. É a fonte de nossa vitória (1 Co 15.55-57).

As duas naturezas de Cristo estão reveladas na arca de madeira símbolo da humanidade de Jesus revestida de ouro símbolo da divindade de Cristo. A madeira não se misturava com o ouro, de igual modo as duas naturezas de Jesus Cristo operavam simultânea e separadamente (nossa arca perfeita) e jamais houve conflito entre as duas naturezas. Assim Jesus possuía duas naturezas numa só personalidade (Jo 4.34):

• Natureza Humana                                                                                                                                

(1) para exercer a obediência representativa. Jesus tinha de ser um homem a fim de ser nosso representante e obedecer em nosso lugar (1 Co 15.47);                                         

(2) para oferecer o sacrifício substitutivo. A menos que Cristo fosse plenamente homem, ele não poderia ter morrido para pagar a penalidade dos pecados do homem, nem poderia ter realizado o sacrifício substitutivo por nós. Cristo foi feito igual a nós “em todos os aspectos”, para que pudesse “fazer propiciação” por nós (Hb 2.16);                                                                                                   

(3) para cumprir o papel de mediador entre Deus e os homens. Jesus tinha de ser plenamente homem para exercer essa função (1 Tm 2.5); (4) para exercer a função de sumo sacerdote. O fato de que Jesus foi um homem e experimentou tentações (mas nunca pecou) capacitou-o a ser nosso intercessor junto ao Pai (Hb 2.18).

• Natureza Divina                                                                                                                                

(1) Somente o Deus infinito poderia suportar a plena penalidade de todos os pecados. Qualquer outra criatura finita teria sido incapaz de suportar tal penalidade (Jo 3.16);                                          

(2) A salvação é do Senhor. A mensagem total da Escritura tem o propósito de mostrar que nenhum ser humano nem nenhuma criatura poderiam salvar o homem, somente o próprio Deus (Jo 1.29);    

(3) Jesus plenamente Deus. Somente quem fosse plena e verdadeiramente Deus poderia ser o único mediador entre Deus e o homem, tanto para trazer-nos de volta a Deus como para revelar-nos Deus, de maneira mais completa (Jo 14.9).

Conclusão: 

(1) Quando Salomão concluiu a construção do Templo, a Arca da Aliança subiu (1 Rs 8.3,4) transportada nos ombros pelos sacerdotes levitas da família de Coate (pelas duas varas) e foi colocada no Lugar Santíssimo (1 Rs 8.6) acabando assim as peregrinações e o propósito ministerial da Arca da Aliança. A Arca ficou oculta, mas as varas sobressaíram tanto, que as pontas se viam desde o Santuário (1 Rs 8.8). 

(2) Jesus Cristo (Arca da Aliança) foi assunto ao Céus, mas a mensagem de sua Morte e Ressurreição (as duas varas) são a base da mensagem evangélica proclamada por sua Igreja, pelos quatros cantos da terra (1 Co 15:1-20).

Pastor Antonio Romero Filho



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Pr. Antonio Romero Filho

{picture#http://imagizer.imageshack.com/img922/3226/HlUzqY.jpg} Presidente da Assembleia de Deus - Ministério de São Lourenço - MG - Brasil. Fundador do CIM - Centro Internacional de Missões. Pioneiro de Missões do Ministério de Taubaté - SP - 1981/2001 - Diretor responsável pelo Portal CNB. {facebook#http://facebook.com} {twitter#http://twitter.com} {google#http://google.com} {pinterest#http://pinterest.com} {youtube#http://youtube.com} {instagram#http://instagram.com}
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